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quarta-feira, dezembro 10, 2014

[Literatura] Rosto de Caveira, Os Filhos da Noite e outros contos



Que seria das viagens diárias sem um bom livro? Meu último companheiro foi Rosto de Caveira, Os Filhos da Noite e Outros Contos publicado pela Editora Martin Claret. Apesar da capa com ar infanto juvenil que parece ter sido feita por um garoto no Ms Paint, traz um trabalho espetacular do qual falarei um pouco, sem spoilers.

terça-feira, setembro 09, 2014

[Literatura] Grandes escritores e suas obras - Homero


Olá amantes dos livros, que tal conhecermos um pouco mais sobre grandes nomes da literatura mundial? Minha intenção é falar sobre aqueles que deixam nosso mundo ainda melhor com suas histórias, estórias, fábulas, contos, poesias, poemas...
Me acompanhem para saber um pouco mais sobre Homero nesta primeira postagem Grandes escritores e suas obras.

segunda-feira, setembro 01, 2014

[Opinião] Até onde vai a liberdade?


Ontem no trabalho eu afirmei que não somos livres e percebi uma enorme resistência das pessoas em aceitar isto, mesmo elas tendo suas religiões, casamentos, contas a pagar, obrigações, prazos a cumprir e outros valores e hábitos herdados da sociedade da qual fazem parte - Percebeu as grades? Se respondeu positivamente, estamos juntos! Venha comigo...

quinta-feira, maio 01, 2014

[Nostalgia] Filmes da Sessão da Tarde



Saudosos anos 80 e 90, podíamos filmes fantásticos, nada de cães jogando futebol, vôlei, peteca, pebolim e etc...As escolas eram boas, os pais davam educação aos filhos e mesmo depois de assistir Rambo, Braddock e American Ninja ninguém sentia uma vontade louca de matar.
Resolvi, em homenagem à minha infância e início de adolescência, listar os filmes mais que mais me marcaram naquela época! Escolherei dois filmes por semana, com direito a antes e depois dos protagonistas!
Hoje temos filmes que me incentivaram escrever muitas cartinhas românticas e comprar presentes para garotas da escola (E descobrir que isso só funcionava nas telas)!

ADMIRADORA SECRETA e ALGUÉM MUITO ESPECIAL

terça-feira, abril 15, 2014

[Conto] Texto sem título


A vida é imprevisível, caprichos do destino nos afastam ou nos aproximam da felicidade sem que se possa fazer muito e é sobre isso que escrevo hoje, a história que pode ter acontecido, estar acontecendo ou vir a acontecer com duas pessoas. Encontros e desencontros que a vida proporciona.

Ele já não era tão jovem enquanto ela, começava a descobrir a vida, se preparando para um futuro que já era o presente dele.

Personalidades distintas em dois corpos fisicamente distantes, mas, aproximados virtual e repentinamente pelos cabos e ondas da tecnologia moderna.

As noites em preto e branco do passado, passaram a ter cores alegres e a realidade pôde ser burlada pela antiga porém poderosa, magia das palavras.

Ele a despertou, ela o acalmou. Nos maravilhosos momentos de uma união impossível pela distância, se sentiram juntos para depois se separarem, cada qual inserido novamente no tom cinzento de um frio cotidiano.

Talvez esta história tenha chegado ao fim ou apenas a seus primeiros capítulos, não é possível saber o que guarda o amanhã, mas, alguns momentos ficarão marcados para sempre, afinal, não existe passado, presente ou futuro para o que é eterno.


Abraços!



sexta-feira, novembro 29, 2013

[Games] Brasil - Personagens e cenários tupiniquins fazem sucesso nos jogos.





Quando garoto eu vibrava ao ver uma menção ao nosso país nos jogos, mas nunca pensei em analisar isto como um fato que indicasse a popularidade do Brasil pelo mundo, afinal, não vemos personagens de outras nacionalidades da América do Sul tão frequentemente, né? O problema é que nem sempre a ideia que eles tem condiz com a realidade.
Conheça o Brasil dos games.

segunda-feira, novembro 25, 2013

[Cinema/ Literatura/ Tecnologia] Visite a Terra Média de Tolkien no Google Earth



Apesar dos perigos que abriga, a Terra Média de J. R. R. Tolkien é um paraíso para os incontáveis fãs do autor, e agora é possível visitar algumas localidades sentado em seu computador graças à uma parceria entre Warner e Google.


quinta-feira, agosto 22, 2013

Conto: Reflexos


A nova casa era linda, muito grande, eu teria agora um quarto só para mim, com uma grande janela que dava para rua. Aquele era um bairro calmo, do jeito que o papai queria, eu e meu irmão poderíamos brincar na rua.

No dia seguinte fomos para a escola nova, eu estava na sétima série, meu professor de história se parecia com o Senhor Burns do desenho dos Simpsons, segurei para não rir.
Na hora do recreio, duas garotas se sentaram comigo, não entendi a cara de espanto delas quando falei que tínhamos nos mudado para aquela casa.

Durante todo o dia me perguntei qual seria o motivo, talvez fosse uma casa muito cara, afinal, era a maior nas redondezas e ficaria maravilhosa após as reformas.

No final de semana, resolvi terminar de organizar minhas coisas, eu tinha um grande armário embutido onde podia guardar muito mais do que eu possuía. Ao colocar alguns livros, percebi no fundo, um quadrado, parecia desenhado, mas, ao passar o dedo, percebi que havia uma  fresta, tentei puxar, ele cedia pouco, se movimentando para os lados. Minha mãe nos chamou para comer, e deixei de lado o interessante quadrado.

Mais tarde, com ajuda do meu irmão, descobri que era uma gaveta secreta, ela se abriu quando ele pressionou o quadrado, era um mecanismo de pressão, ficamos muito excitados com aquilo, mas a empolgação diminuiu quando vimos que o que estava guardado ali era apenas um par de chaves velhas e enferrujadas que não combinavam com nenhuma fechadura da casa.

O mistério do quadrado parecia resolvido, até o dia em que encontrei uma fechadura onde ela não deveria existir.

No porão, escondida no canto de uma parede estava a fechadura, subi as escadas correndo e peguei as chaves na gaveta secreta, estava muito curiosa, outro segredo na casa, o que seria?
Coloquei a chave e girei, tenho que admitir que tinha um pouco de medo, o canto onde estava era pouco iluminado. A princípio houve resistência, mas aos poucos a chave foi girando e uma porta oculta se abriu para revelar algo inesperado, era um grande espelho, do tamanho da parede, com uma fechadura no meio e um aspecto muito antigo, seria outra porta? O mais estranho é que eu não tinha reflexo. Usei a segunda chave, ela girou, escutei um clique, mas nada aconteceu, apenas senti um calafrio.

Os dias que se seguiram foram os piores de nossas vidas, por algum motivo obscuro eu não conseguia falar sobre o espelho com ninguém, por mais que quisesse contar, quando me aproximava das pessoas eu simplesmente esquecia este assunto.

Quatro dias após eu tentar abrir a estranha fechadura, meu irmão foi encontrado caído na frente da casa, ele estava desacordado e foi levado ao hospital em uma cidade vizinha, uma garota disse que o viu se esticando para fora da janela do sótão, ele parecia tentar alcançar algo que ela não conseguiu ver, quando se desequilibrou e caiu, uma queda de quase dez metros.

Todos os dias eu descia até o porão e olhava o espelho, em um deles, me surpreendi ao ver nitidamente um pássaro preto no reflexo, ao olhar para trás, ele não estava lá, procurei pelos cantos e não o encontrei, pensei que fosse apenas uma impressão, mas ao chegar ao meu quarto, me deparei com um pássaro negro como o do espelho, morto no carpete.
Não entendi o que estava acontecendo, o que significava aquilo, mas as coisas ficaram claras quando, no dia seguinte, vi meu irmão no reflexo.

Ele ainda estava em coma no hospital.

Horas depois de ver meu irmão no espelho, ele morreu. Fui a última a saber, mas no fundo, já temia que acontecesse, já que o pássaro que apareceu no espelho teve o mesmo destino. Eu continuava sem conseguir falar sobre isso, por algum motivo estranho, era impossível falar sobre ele.

Meus pais não falaram muito após o enterro, minha mãe culpava meu pai por nos ter tirado da antiga casa e também por não ter colocado as grades na janela logo após a mudança, eu a ouvi falar sobre isso com minha tia ao telefone. Ele por sua vez, permanecia trancado em seu escritório, dias se passaram sem que eu o visse, até que ele apareceu, no espelho do porão.
Após tentar abrir a fechadura do espelho, meu mundo virou de pernas para o ar, perdi meu irmão e logo depois meu pai, que foi encontrado em seu escritório após uma overdose de antidepressivos e bebidas, aquilo não parecia real, logo ele que não gostava de tomar remédios.

A dor era enorme, minha vó veio passar alguns dias conosco e sua presença nos trouxe algum conforto.

Os vizinhos nos olhavam com pena, mas, estranhamente, não se aproximavam da casa, alguns paravam minha mãe e ofereciam ajuda, mas, mesmo sendo convidados, nunca vinham.

Eu sentia que problema estava no espelho, eu sabia mas não conseguia falar sobre ele com ninguém, resolvi escrever, mas ao ler o texto, duvidei de minha própria sanidade.
Só existia uma solução e decidida, desci novamente ao porão levando um martelo, quando parei de frente à ele não tinha ninguém no reflexo, mas, um pequeno ponto veio se aproximando, depois outros, aos poucos percebi que eram pessoas, muitas, algumas com roupas antigas e outras nem tanto, vi meu irmão e meu pai, meu coração acelerou e deixei cair o martelo quando percebi que eu estava ao lado deles.


















domingo, julho 07, 2013

Conto de um qualquer – Reflexões

    Estou preso, inserido profundamente no medo e não o contrário, já não tenho identidade, apenas mais um prisioneiro de um mundo sem objetivos, sonhos mortos por acontecimentos que a tempos atrás não eram imagináveis.
    Dia nasce, dia morre, não faz diferença, meu mundo, antes vasto e infindável, hoje se resume às paredes de minha prisão sem grades, sem guardas, apenas minha fraqueza me limita. Não há sol brilhante que me alegre, não há tempo nublado que me entristeça, estou fora do mundo principal, assistindo a tudo, sem o poder de interferir.
    Não quero dormir, tampouco estar acordado me atrai. À toda noite uma promessa de renascimento no dia seguinte, mas, ele não acontece. Um meteoro nas notícias e a vaga esperança de que se finde o mundo. Qual a razão de ser?
    Os limites que temos foram criados por nós, o homem é a barreira do homem, vazio, um ser que busca um mestre, ser inteligente, mas, incapaz de lidar com a falta de mandamentos, implora por ordens e vive o hoje sem zelo, na esperança de um bom amanhã. Receita do fracasso? E qual é a receita da vitória?

segunda-feira, junho 17, 2013

Conto: Na Estação

   Aquele era mais um dia de trabalho, correr atrás do dinheiro para sobreviver, será que só a mim isso parece estranho? Um pedaço de papel criado por nós para representar um valor, um simples pedaço de papel que nos obriga a levantar cedo todas as manhãs e enfrentar trens lotados e caras feias no trabalho, um maldito pedaço de papel que faz um imbecil enfiar uma arma na sua cara e sem qualquer problema, te tirar a vida. Será que somos realmente tão inteligentes?
   Sempre me fiz muitas perguntas, mas, não tive peito para ser filósofo, preferi o caminho seguro da contabilidade, a profissão de meu pai, e do meu avô antes dele, só esperava que meu filho, se um dia o tivesse, fosse mais corajoso e corresse atrás de seus sonhos ao invés de se curvar diante das expectativas alheias.
   O trem estava atrasado, eu já previa um dia daqueles no trabalho, meu humor não tinha condições de ser pior naquele dia, mas, algo aconteceu, minhas nuvens de trovoadas foram rompidas por um arco-íris que abriu espaço suavemente, afastando a nebulosidade e trazendo o brilho do sol a minha mente. Nunca acreditei no amor, mas a paixão, esta sim, violenta e arrebatadora, acontece quando menos se espera, lá estava ela, se aquela bela visão não fosse tudo o que me interessava, talvez eu pudesse sentir a dor onde a seta do maldito cupido se cravou.
   Talvez ela não fosse a mais bela mulher ali, mas, havia algo que a fazia ser especial, o modo como mexeu nos cabelos, seus passos graciosos, o belo busto que parecia ter sido desenhado milimetricamente perfeito em um programa de modelagem 3d ou por segurar livros (isso sempre deixa uma mulher mais sensual), o fato era que me senti preso a ela como uma pobre mosca presa à uma teia.
   Todos os dias eu a via, o final de semana passou a ser torturante, observá-la pela manhã era minha fonte de energia, era como o sol para o superman. Eu estava criando coragem para me aproximar, consegui ver o nome do livro que ela lia, O Jogador Número 1, e em três dias li suas quatrocentas e sessenta e duas páginas, assim teria o que conversar com ela, mas, ela não apareceu no dia seguinte.
   Duas semanas se passaram até que ela voltou, estava diferente, os olhos já não transmitiam a mesma alegria, sua postura denotava cansaço, imaginei inúmeras possibilidades, talvez uma gripe ou outro tipo de doença, uma morte na família, briga com namorado…percebi que nunca saberia e poderia ficar sem vê-la novamente caso não me aproximasse, o momento não parecia dos melhores, mas, eu precisava vencer a inércia e dar o primeiro passo.
   Me aproximei, não sabia o que dizer, fiquei ali parado, o coração acelerado, sem coragem para abrir a boca, apenas admirando ela e me odiando por ser tão medroso. Mas, para minha surpresa, foi ela quem puxou assunto quando abri um jornal, sua voz me atingiu como um soco, não consegui entender o que ela disse, e talvez a tenha olhado com cara de idiota, e ela sorriu.
   Passamos a conversar todos os dias, íamos juntos no trem, mas ela não falava muito sobre sua vida, eu, evitava perguntar, estava satisfeito com nossos poucos momentos juntos e acreditava que em breve ela se sentiria mais a vontade para falar, mas, este dia nunca chegou, em nosso último encontro, quando voltávamos do trabalho, dei a ela uma rosa que comprei de uma vendedora no trem, ela parecia muito feliz, disse que era a primeira vez que ganhava uma flor.
   No dia seguinte, eu a convidaria para sair, mas, ela não veio, olhei para todos os lados para encontrá-la, até que meus olhos pararam na manchete de um folhetim sensacionalista, lá estava a notícia que pôs fim em meu romance da estação: Marido enciumado mata mulher a facadas, antes mesmo de ler, meu sexto sentido já me dizia que era ela, a notícia descrevia o que aconteceu, uma testemunha disse que o homem, violento e embriagado, atacou a mulher depois de encontrar uma rosa escondida em sua bolsa.
rosa+em+sangue(2)

quinta-feira, abril 25, 2013

Escuro

Quando criança eu tive medo do escuro, não saber que tipo de criatura está à espreita, aguardando o boa noite dos pais e consequente apagar das luzes era algo muito assustador. Todos os cantos escondiam formas assustadoras que a luz do dia viria revelar, uma camisa pendurada, um boné. brinquedos, qualquer objeto virava um monstro em minha mente criativa e facilmente impressionável.
Chegada a adolescência, o escuro passa a ser um amigo, amassos no cinema (Não quero ver cenas violentas), áreas pouco iluminadas são as preferidas para brincadeiras incentivadas pelos hormônios em ebulição e a noite se torna uma promessa de diversão para os anos que virão.
O tempo passou, e hoje, já adulto, o medo do escuro volta, mas, com novo significado, é a escuridão da condição humana, violência, miséria, desespero, a ausência de valores, a dominação das subculturas fortalecem o “lado negro”.
Tenho saudade de quando temia os monstros de minha mente. Hoje não os enxergo mais, vejo a camisa, vejo o boné, vejo os brinquedos, mas, todas as manhãs me encontro com o medo nas notícias, pessoas se enriquecem com a ignorância alheia e pregam a intolerância.
Mesmo à luz do sol, o mundo está cada vez mais escuro.
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